Apresentação Pública do Plano para o Crescimento do Ave

Criado em terça, 04 outubro 2016, 18:18

Decorreu esta manhã no Centro Cultural Vila Flor a sessão de apresentação do Plano para o Crescimento Inclusivo do Ave. Os Secretários de Estado do Emprego e Educação fizeram a apresentação do plano estratégico da CIM do Ave.

"É um desafio para a comunidade, um ponto de partida para crescermos uns com os outros". A afirmação foi deixada pelo Secretário de Estado da Educação, João Costa, ao destacar a importância da articulação entre crescimento e inclusão, durante a sessão de apresentação pública do Plano de Crescimento Inclusivo do Ave, na cerimónia realizada ontem, no Centro Cultural de Vila Flor, em Guimarães.

Numa iniciativa organizada pela Comunidade Intermunicipal do Ave em que estiveram presentes representantes das instituições que colaboraram com a equipa incumbida da realização do documento, o governante defendeu que o crescimento inclusivo garante a igualdade de oportunidades, fazendo questão de demarcar a diferença existente entre "estar integrado e estar incluído". "Estar incluído é crescer com os outros", insistiu, enaltecendo o documento por realçar o papel estruturante da educação de crianças e jovens na região. "Em 42 anos fizeram-se saltos qualitativos, deram-se passos de gigante no abandono escolar precoce", afirmou, considerando que o vale do Ave" tem vindo a sprintar, a compensar de taxas de insucesso e de abandono escolar".

Para João Costa há ainda um longo caminho a percorrer no sentido de "dar confiança, responsabilidade e autonomia" no sentido de convencer crianças e jovens de que "são capazes, à semelhança dos outros". "Estamos a falar de pessoas e não de números, quero que aprendam e o processo de qualificação tem de começar o mais cedo possível", acrescentou, reconhecendo que o combate ao insucesso escola obriga a medidas diferenciadas. "Só conhecendo o que se passa em cada local, poderemos construir soluções. O Governo está a afectar recursos, assim como as CIM e as autarquias estão a complementar os seus planos de educação", assinalou, ao dar conta de que está a ser preparado para lançar às escolas a gestão flexível de currículo.

"Temos muito caminho a percorrer na formação profissional, na valorização social da formação", assumiu João Costa, ao frisar que essa valorização "passa pela tutela, porque os alunos do ensino profissional que ingressam no ensino superior têm de suar mais".

Na sua intervenção, o Secretário de Estado do Emprego sublinhou a pertinência do conceito de crescimento inclusivo, associando o crescimento económico à redução da pobreza e da desigualdade. "As metas do crescimento inclusivo não se esgotam nas do crescimento económico", advertiu Miguel Cabrita, sublinhando que o crescimento económico depende de "investimentos sólidos na capacitação das pessoas, requisito fundamental para crescimento inclusivo". Neste contexto, o governante revelou que as políticas de emprego têm que "premiar a criação efectiva de emprego sustentável e de qualidade". "As políticas públicas devem estar adequadas às lógicas territoriais", apontou, alertando que os incentivos ao emprego vão incorporar a dimensão territorial, em função das linhas estratégicas que forem definidas pela CIM e pela Comissão de Coordenação da Região Norte. Miguel Cabrita reconheceu que precisa de ser recuperado o esforço que qualificação de adultos que outrora conheceu uma importante dinâmica na região, indicando que "uma das vagas para os centros Qualifica está na região do Ave". "Não vamos destruir a rede que actualmente existe, vamos trilhar para reforçar a rede no Ave, para qualificar os seus adultos", sintetizou, considerando que o plano "é um trabalho de grande fôlego conceptual e teórico, um instrumento para uma intervenção positiva na região".

Nas últimas três décadas, o vale do Ave tem sido um território marcante na definição de políticas públicas de impacto regional. O Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional congratulou-se com a renovação de esforços para "uma intervenção planeada virada para o futuro". "O documento procura perspectivar o médio prazo, ver para além dos muros que nos envolvem, com enfoque nas pessoas e na educação. Os tempos mudaram e hoje é crucial que as coisas sejam pensadas para o imaterial, para a qualificação", declarou Fernando Freire de Sousa, anotando que "olhar para o futuro significa pensar na programação do próximo quadro comunitário de apoio". Na apresentação do Plano de Crescimento Inclusivo do Ave, o Presidente do Conselho Nacional de Educação abordou o tema «as políticas públicas e a coesão territorial: as pessoas no centro das decisões». David Justino referiu-se à educação como elevador social, considerando que as situações de abandono escolar estão relacionadas com a exclusão social e falou sobre as desigualdades sociais. “Se pensarmos seriamente nas igualdades no que diz respeito ao mercado de trabalho, aos salários, no que concerne ao rendimento em geral já após o problema das transferências sociais, quer às igualdades de riqueza, ou seja, de património de activos, Portugal, está entre os cinco países da Europa mais desiguais”.

"Temos de ver além do nosso muro"

Na sessão de abertura, o Presidente da CIM do Ave deixou um alerta a todos os compõem os órgãos autárquicos dos oito municípios da região. "Temos de fazer uma aprendizagem ao nível da formação política para vermos além do nosso muro", insistiu, indicando que torna-se imperioso articular vontades e cooperar na análise de investimentos relacionados com a localização dos edifícios, na potenciação dos recursos existentes, na valorização das capacidades instaladas no território". Domingos Bragança insistiu na necessidade de "conjugar todos os recursos, com o foco na comunidade escolar e nos alunos". "De vez, temos de encarar a educação como o factor fundamental para a formação dos cidadãos, para que possam ter mais competências para cruzar valor, para criarem valor, mas que ele seja o resultado de uma maior capacitação e realização pessoal”. "O conhecimento é essencial para a vida de cada um de nós. A educação tem de nos permitir ser melhores e de em conjunto fazermos o melhor", sustentou.

Ponto de partida para a intervenção

O Plano para o Crescimento Inclusivo do Ave é um ponto de partida, uma ferramenta que passa a estar disponível para toda a comunidade da NUT III Ave, reflectindo as opções políticas locais no que se refere à empregabilidade, educação e inclusão social. O documento traça as grandes opções da política pública nestes domínios a nível europeu, nacional, regional e as especificidades da região do Ave e dos seus oito municípios. Foi elaborado pelos Vereadores da Educação das Câmaras de Guimarães e Famalicão, Adelina Pinto e Leonel Rocha, Helena Rocha, do Centro Distrital de Braga da Segurança Social, e por Francisco Carballo-Cruz e João Cerejeira, docentes da Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho.

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