Turismo e Cultura

Minho Inovação

A EEC MINHO IN (2007/2013) consagrou um programa de ação de largo espectro, partindo do recurso de base identificado para a região: PAISAGEM RURAL do MINHO tendo como principal objetivo e, tal como interpretado pela parceria, o despoletar de um processo capaz de estimular novas dinâmicas económicas onde propõe valorizar os recursos endógenos, únicos e inimitáveis, do Minho de baixa densidade e, desta forma, contribuir para a criação de valor e de emprego sustentado.
O Turismo, enquanto atividade económica assente no recurso paisagem, assumiu-se como o foco temático e o sector chave da EEC Minho IN, concentrado aí o investimento público e privado.
A EEC PROVERE MINHO IN visou promover o investimento nos territórios rurais, tendo como sector líder o Turismo e numa estratégia que extravasou os limites das zonas rurais, numa relação com os principais centros urbanos que consomem os produtos rurais e que, portanto, constituem os seus mercados naturais.
Para a nova etapa, designada por MINHO INOVAÇÃO, mantém-se o foco temático no sector do Turismo, correspondendo, por um lado ao que é a indicação do aviso, mas tendo por base um diagnóstico que demonstra a pertinência da opção tomada.
A EEC MINHO INOVAÇÃO estrutura-se em torno 9 projetos âncora, de caráter temático que visam a valorização dos recursos de uma forma direta através da estruturação e promoção de produtos turísticos chave da estratégia MINHO INOVAÇÃO. Referimo-nos aos projetos âncora: (i) Itinerários Culturais e Paisagísticos; (ii) Aldeias de Portugal (Minho); (iii) Artes e Produtos Tradicionais; (iv) NATURMINHO II; (v) Rede Regional de Percursos e de Pequenas Infraestruturas; (vi) Turismo Náutico (Mar/Rio/Albufeiras); (vii) Enogastronomia & Agroalimentar: sabores, ofertas e conhecimento
Para além dos projetos temáticos, foram desenhados dois projetos âncora de caráter transversal e de suporte à execução da estratégia EEC MINHO INOVAÇÃO, como um todo, que se dirigem a colmatar lacunas e falhas de mercado em áreas relacionadas com os fatores de competitividade empresarial, designadamente o marketing, internacionalização e comercialização e, por outro lado, a inovação, a qualificação e o empreendedorismo. Referimo-nos, desta feita: (i) Marketing, Comunicação e Internacionalização; (ii) Inovação, Qualificação e Empreendedorismo.
Tal como havia acontecido na EEC MINHO IN, também na EEC MINHO INOVAÇÃO regista-se um número muito elevado de intenções de investimento na região do Minho, maioritariamente de natureza privada e caráter empresarial, fundamentalmente concentrado no sector turístico.
O alojamento turístico continua a ser o principal sector de investimento turístico, mas considera-se muito positivo o número registado ao nível de projetos complementares de animação turística, de artesanato e produtos locais e, também, na área agroalimentar. Com volumes de investimento bastante menores, são essenciais para a organização do turismo na região do Minho.
A estratégia proposta estruturada com base na formulação de uma visão bem como de objetivos estratégicos e operacionais revela-se coerente e perfeitamente alinhada com o programa de ação, designadamente com os produtos turísticos chave do Minho, com os projetos âncora, que corporizam e concretizam a ação coletiva bem como com os projetos complementares, como fica demonstrado pela análise realizada no ponto anterior.
Por seu turno, ainda em sede de estratégia foram definidos indicadores de resultados e estabelecidas metas a atingir para cada um.
– Incrementar o efeito multiplicador do investimento público no investimento privado
– Aumentar a visibilidade e a notoriedade do destino turístico Minho
– Apostar e concentrar a ação coletiva e o investimento nos produtos âncora da EEC MINHO INOVAÇÃO
– Atenuar a sazonalidade turística no Minho
– Ofertas de produtos, serviços e experiências turísticas inovadoras e qualificadas

Percursos de Turismo Industrial do Ave

A CIM do Ave no cumprimento do PEDI do Ave está a estruturar uma Rota de Turismo Industrial no território. Sendo a Industria e o espirito industrioso o pilar fundamental da identidade regional, é imperioso ir além das rotas de património ou de lojas de fábrica e criar condições de visita aos processos de fabrico. Estes processos, quer os mais antigos quer os mais funcionais, despertam muito interesse como recurso turístico complementar porque há um mundo de aprendizagens nesta área que interesse. Para além de constituir a valorização de um recurso endógeno fundamental, na sua articulação com o mercado turístico, uma rota de turismo industrial constitui-se numa oportunidade de marketing do território afirmando uma indústria competente (porque centenária) e vanguardista. Neste último sentido constitui um vetor essencial a ligação ao território do Porto, quer pela ligação umbilical que a indústria de ambos os territórios possui, quer pelo facto do Porto poder constituir-se no grande ponto de publicidade à existência desta realidade industrial.

Projeto Christa

Focada na valorização do Património Industrial do território do Ave a CIM do Ave apresentou uma candidatura ao programa INTERREG EUROPA a qual foi aprovada, com o acrónimo CHRISTA. www.interregeurope.eu/christa/ Culture and Heritage for Responsible, Innovative and Sustainable Tourism Actions. Com mais 9 parceiros europeus a CIM do Ave trabalha agora o desenvolvimento de um projeto sustentável envolvendo turismo industrial e património imaterial com ele relacionado, estudando ainda soluções de interpretação e utilização de recursos digitais nestas temáticas. Para além disto o projeto financia a realização de um Plano de Ação que está ser desenvolvido pela empresa Opium com a colaboração de Josep Pey Cazorla que foi diretor da Rota de Turismo Industrial da Catalunha, uma das maiores da Europa neste tema.

Rota do Românico no Ave

A ocupação humana do território do Ave no período em que nasceu Portugal foi testemunhada pela afirmação de um estilo arquitetónico que significava uma primeira renascença após o caos que foi a segunda parte do primeiro milénio cristão. Em homenagem aos romanos, que na sua memória simbolizavam a ordem almejada e a qualidade de construção, chamaram a esse novo estilo ROMÂNICO. Hoje, as construções que ostentam marcas desse tempo, constituem um dos recursos endógenos mais importantes do território do Ave. A CIM do Ave está a trabalhar no alargamento da Rota do Românico, que nasceu no Vale do Sousa, ao território da NUT III AVE construindo em cima de toda a experiência de gestão, de relação com a hotelaria, de animação e de comunicação, aportando em troca uma escala que reforça e recentra a Rota do Românico como a principal rota patrimonial de Portugal.

Caminhos de Peregrinação

Um dos elementos mais relevantes no fenómeno turístico é hoje o dos percursos de peregrinação espiritual. A CIM do Ave estuda os possíveis trajetos utilizados e trabalha em projetos destinados à sua valorização, para criar condições de segurança e qualidade de informação turística, de modo a garantir a sustentabilidade deste que também é um recurso da região. Nesta frente, a CIM do Ave trabalha nesta fase, em parceria, os Caminhos de S. Bento da Porta Aberta e os Caminhos de Santiago.

Caminho de Torres

A CIM do Ave procedeu ao estudo de três Caminhos de Santiago históricos, que atravessam o território – o de Rosmithal (que entra por Cavês vindo de Vila Pouca de Aguiar), o de Bustelo, (que decalcando a estrada Bracara-Emérita) entra no território por Vizela e o de Famalicão que entrando pela Lagoncinha passa em Santiago de Antas, Santiago de Gavião e Santiago da Cruz seguindo depois para Braga. O Caminho de Bustelo chegou a ser sinalizado no território do Ave Todavia tendo a CCDR-N definido no “mapeamento de recursos culturais que o único percurso “estabilizado “que atravessa o território é o Caminho de Torres, a CIM do Ave integrou uma candidatura para a sua valorização. A candidatura que integra cinco CIM’s do Norte de Portugal (Douro, Tâmega e Sousa, Ave, Cávado e Minho Lima ) foi aprovada e o projeto encontra-se em fase de implementação.