Estratégia Minho IN 3.0 pretende mobilizar mais investimento privado para alavancar turismo regional

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Empresas chamadas a investir em projetos complementares do investimento público para reforçar o turismo regional.
Garantidos benefícios diretos para os projetos privados integrados na nova estratégia PROVERE Minho In 3.0.

Guimarães, 10 de julho de 2025 – A sessão de esclarecimento sobre a nova Estratégia de Eficiência Coletiva (EEC) PROVERE Minho Inovação 3.0, iniciativa que pretende envolver empresas e investidores privados, encheu o auditório da Fraterna, em Guimarães, na tarde de ontem. Organizada pelo consórcio Minho In — que reúne as Comunidades Intermunicipais (CIM) do Ave, Cávado e Alto Minho —, a sessão contou com a presença de Marta Coutada, primeira-secretária da CIM do Ave, e do homólogo do Alto Minho, José Paulo Queiroz.

Conforme foi explicado na ocasião, no centro da estratégia está a mobilização de investimento privado para projetos complementares ao investimento público que reforcem a oferta turística, apoiem a inovação e valorizem o património natural e cultural, sobretudo em territórios de baixa densidade. As empresas interessadas têm até 31 de julho para apresentar a sua manifestação de interesse, através do preenchimento de uma ficha de caracterização do projeto e de uma declaração de compromisso.

Marta Coutada sublinhou a importância fundamental desta parceria alargada entre entidades públicas e privadas: “É uma estratégia coletiva que agrega os esforços das três CIM e dos 24 municípios do Minho, com o turismo como fator de competitividade territorial. Queremos envolver o maior número de atores possível, não só públicos, mas, e acima de tudo, privados, designadamente empresas”.

Para os investidores privados, integrar a EEC Minho Inovação 3.0 representa acesso preferencial e enquadramento para futuras candidaturas a fundos dos programas europeus COMPETE 2030 e NORTE 2030. Há também majorações relevantes para projetos localizados em territórios de baixa densidade – até 20% adicionais – e benefícios específicos para projetos integrados numa EEC aprovada no âmbito do Portugal 2030.

Em setores como o turismo sustentável, produtos endógenos ou inovação na oferta turística, os apoios públicos podem chegar a 60% de investimento não reembolsável, com majorações acumuláveis que elevam o limite até 80% para projetos elegíveis em zonas de baixa densidade. Além disso, no âmbito do Programa Crescer com o Turismo, as empresas podem beneficiar de apoios diretos não reembolsáveis até 200 mil euros por projeto.

José Paulo Queiroz explicou o papel fundamental dos promotores privados para atingir os objetivos da nova estratégia: “O nosso objetivo é dinamizar projetos de entidades privadas que criem valor a partir dos nossos recursos naturais, do património paisagístico e dos produtos rurais, sem excluir o território urbano”, disse.

E deixou claro o grau de exigência desta parceria: “Menos projetos âncora – isto é, resultantes de investimento público –, mas mais importantes; mais envolvimento das empresas, com mecanismos que lhes permitam beneficiar e acompanhar o trabalho feito. Queremos ir muito mais longe, mas não nos interessa ter aqui sonhos inexequíveis”, alertou.

Durante a sessão, parte do público, maioritariamente constituído por potenciais investidores privados, exaltou a necessidade de aperfeiçoar processos e reduzir a burocracia. Marta Coutada garantiu estarem já a ser ponderadas ações de apoio e acompanhamento técnico aos projetos que os privados venham a apresentar.

A Estratégia Minho Inovação 3.0 visa consolidar a marca “Amar o Minho” e projetar a região como destino turístico de excelência, alicerçada na sua qualidade ambiental, diversidade paisagística e capacidade de inovação. Mais do que captar visitantes, o objetivo é gerar valor económico sustentável, criar emprego, fixar população e fortalecer a coesão territorial no Norte de Portugal.